[i]Apenas mais um homem qualquer
Mais um soldado pra guilhotinar
Sem nada original pra acrescentar
Sempre a copiar, sempre a imitar
O homem comum, que o comum não o convém
O sonho não realizado de alguém
As esperanças jogadas fora por alguém
Mas quem não sou
Sempre a perguntar
A verdade sobre o tempo
As histórias do passado
Alguem há de ser
Esse alguém não sou
E nunca existirá
Pois sou a imagem do ruim e do desprezível
Sou o Mal que ninguém vê
E quem ninguém liga
Aos clichês de vidas conturbadas
Ao vestir-se com um ideal sem ideal
Sem revolução para lutar
Aqui estou
Em mais de centenas de salas na nossa cidade
Ao ouvir grandes idiotas que fingem ensinar
E outros mais idiotas ainda que fingem em aprender
Mais um minuto
E tudo o que sonhei vai ser
verdade
Não há no mundo
Quem não entenda minha felicidade
Que possa dizer com certeza
Que o lugar é o meu
De que se nasci pra brilhar
Mas no final
Tudo vai ficar bem
Eu faço de tudo pra melhorar
Só não sei se vai ficar bem
E dizem que não sirvo para nada
Pode acreditar
Eu sei que agora eu sei voar
Acima das coisas
Tudo é tão bom
Mas tudo pode nos cegar
E nunca quero pisar no chão
Para não ver
Os outros a chorar
Por razões nem conhecidas
Ou talvez quaisquer razões
E fico aqui a perguntar
Tudo é assim tão mal é apenas pra mim?[/i]
quarta-feira, 12 de março de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário