[i]Apenas mais um homem qualquer
Mais um soldado pra guilhotinar
Sem nada original pra acrescentar
Sempre a copiar, sempre a imitar
O homem comum, que o comum não o convém
O sonho não realizado de alguém
As esperanças jogadas fora por alguém
Mas quem não sou
Sempre a perguntar
A verdade sobre o tempo
As histórias do passado
Alguem há de ser
Esse alguém não sou
E nunca existirá
Pois sou a imagem do ruim e do desprezível
Sou o Mal que ninguém vê
E quem ninguém liga
Aos clichês de vidas conturbadas
Ao vestir-se com um ideal sem ideal
Sem revolução para lutar
Aqui estou
Em mais de centenas de salas na nossa cidade
Ao ouvir grandes idiotas que fingem ensinar
E outros mais idiotas ainda que fingem em aprender
Mais um minuto
E tudo o que sonhei vai ser
verdade
Não há no mundo
Quem não entenda minha felicidade
Que possa dizer com certeza
Que o lugar é o meu
De que se nasci pra brilhar
Mas no final
Tudo vai ficar bem
Eu faço de tudo pra melhorar
Só não sei se vai ficar bem
E dizem que não sirvo para nada
Pode acreditar
Eu sei que agora eu sei voar
Acima das coisas
Tudo é tão bom
Mas tudo pode nos cegar
E nunca quero pisar no chão
Para não ver
Os outros a chorar
Por razões nem conhecidas
Ou talvez quaisquer razões
E fico aqui a perguntar
Tudo é assim tão mal é apenas pra mim?[/i]
quarta-feira, 12 de março de 2008
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Eu não caibo mais
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...
Será que eu falei
O que ninguém dizia?
Será que eu escutei
O que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Eu não tenho mais
A cara que eu tinha
No espelho essa cara
Não é minha
Mas é que quando
Eu me toquei
Achei tão estranho
A minha barba estava
Desse tamanho...
Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!...
Música não define perfil
Mas música mostra quem eu sou
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...
Será que eu falei
O que ninguém dizia?
Será que eu escutei
O que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Eu não tenho mais
A cara que eu tinha
No espelho essa cara
Não é minha
Mas é que quando
Eu me toquei
Achei tão estranho
A minha barba estava
Desse tamanho...
Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
Não vou!
Me adaptar! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!
Não vou! Me adaptar!...
Música não define perfil
Mas música mostra quem eu sou
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Eu te vi ali
Entre alguns rostos, ali e a cá
Lá te vi
Como uma rosa num campo de concentração
Como uma onda que veio do mar
Como o acorde de um violão qualquer
Lá estava, a imagem
A perfeição
De um rosto qualquer
Que ao outros seria apenas mais um na multidão
Muito fácil fazer previsões depois do que aconteceu
Fácil chamar sua atenção, já depois que ela se foi
Fácil dizer que te amo pela tela do computador
Difícil encontrar o caminho para perto de você
Mas eu tô ligado!
Vai chegar a hora
E quando chegar a hora
Será muito mais legal
Tá bom
Tá legal
Ela se foi e o ônibus chegou
E o tempo não deu
E quem se atreviu a ver
Perdeu a ocasião
Mas se me perguntar de onde veio esse agrado
Eu vou gritar
Alto pra lá das montanhas
E na avenida nós vamos passar
Pra ver onde tudo vai desaguar
E sem saber que o fim já vai chegar
Pois daqui vou pra Prasarguá
E de lá não vou rimar
E ninguém vai reparar
ao pudor da minha amiga!
minha irmã fingida
a estrela do conselhos
ao distanciar-nos
AMO-TE
Lá te vi
Como uma rosa num campo de concentração
Como uma onda que veio do mar
Como o acorde de um violão qualquer
Lá estava, a imagem
A perfeição
De um rosto qualquer
Que ao outros seria apenas mais um na multidão
Muito fácil fazer previsões depois do que aconteceu
Fácil chamar sua atenção, já depois que ela se foi
Fácil dizer que te amo pela tela do computador
Difícil encontrar o caminho para perto de você
Mas eu tô ligado!
Vai chegar a hora
E quando chegar a hora
Será muito mais legal
Tá bom
Tá legal
Ela se foi e o ônibus chegou
E o tempo não deu
E quem se atreviu a ver
Perdeu a ocasião
Mas se me perguntar de onde veio esse agrado
Eu vou gritar
Alto pra lá das montanhas
E na avenida nós vamos passar
Pra ver onde tudo vai desaguar
E sem saber que o fim já vai chegar
Pois daqui vou pra Prasarguá
E de lá não vou rimar
E ninguém vai reparar
ao pudor da minha amiga!
minha irmã fingida
a estrela do conselhos
ao distanciar-nos
AMO-TE
sábado, 9 de fevereiro de 2008
LUTO
Derramamos lágrimas falsas
Fingimos sentimentos
Pedimos pesames
Mentimos para nós mesmos
Usamos faixas pretas
Sem significado coerente
Seja pela imagem, pela expressão
ESTAMOS MENTINDO
Choramos por desconhecidos que são conhecidos
Choramos aos pés dos caixões
ESTAMOS MENTINDO
Ao garoto na cama de hospital
Não fingimos, sequer sentimos
Ao vizinho,ao padeiro,ao escritor,ao cantor(..)
Levamos rosas às suas tumbas
Será que verdadeiramente sentimos a perda?
Será que realmente sentimos muito?
Será que a cada lágrima falsa derramada sobre os corpos, estamos ali despejando sentimento?
Todos morrem e todos morrerão
Não levantem as espadas da misericórida para os mortos
Levantem as espadas para os quase mortos
Chorem pelos quases mortos
Chorem pelos esquecidos nas camas de hospitais
E cá fica o semi-pedido de compreensão:
Não finga o sentimento da perda,sinta-o
Pense realmente se para você aquela perda realmente valeu em seu coração
Esqueça a imagem do irredútivel ser humanitário e reflita com sinceridade
Você realmente está de luto por aquele que se foi?
Fingimos sentimentos
Pedimos pesames
Mentimos para nós mesmos
Usamos faixas pretas
Sem significado coerente
Seja pela imagem, pela expressão
ESTAMOS MENTINDO
Choramos por desconhecidos que são conhecidos
Choramos aos pés dos caixões
ESTAMOS MENTINDO
Ao garoto na cama de hospital
Não fingimos, sequer sentimos
Ao vizinho,ao padeiro,ao escritor,ao cantor(..)
Levamos rosas às suas tumbas
Será que verdadeiramente sentimos a perda?
Será que realmente sentimos muito?
Será que a cada lágrima falsa derramada sobre os corpos, estamos ali despejando sentimento?
Todos morrem e todos morrerão
Não levantem as espadas da misericórida para os mortos
Levantem as espadas para os quase mortos
Chorem pelos quases mortos
Chorem pelos esquecidos nas camas de hospitais
E cá fica o semi-pedido de compreensão:
Não finga o sentimento da perda,sinta-o
Pense realmente se para você aquela perda realmente valeu em seu coração
Esqueça a imagem do irredútivel ser humanitário e reflita com sinceridade
Você realmente está de luto por aquele que se foi?
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Foi o dia que a cidade parou
Estava escuro, não porque era noite mas porque havia uma grande e imensa nuvem
Negra, densa e assustadora
Por que será?
Nada ,exatamente nada
Dia normal
Ano normal
Hora normal
Mas o que há bino?
Nada ,exatamente nada
É tá tudo bem- diziam os assassinos de preto
Tudo vai ficar bem- diziam os loucos com faixas brilhantes
Saí da frente mané- diziam os que estão atrás de mim
Talvez não esteja, a cidade parou
E agora bino?
Perdi o momento da noiva levantar o véu
Perdemos o massacre na tv
Houve o momento de reflexão, mas só um momento
E lá ficamos, todos nós, parados,brincando de estátua
E a cidade parou, os becos lotados
As vielas superlotadas
As avenidas entupidas
Vamos visitar o passado
Mundo distante, passado muito além
Onde a pessoa não valia pelo que ela é
Só valia por aquilo que ela tem
Vamos assistir ao naufrágio
De um Titanic pesado e frágil
Que foi à pique sem dó nem piedade
Pela febre da ganância, pela falta de humildade
Vamos perdoar aquela gente
Que não soube enxergar um pouquinho na frente
E secou tudo até a última fonte
Queimou a floresta, matou a semente
E lá ficou
Com a Av.Paulista e a Consolação
Negra, densa e assustadora
Por que será?
Nada ,exatamente nada
Dia normal
Ano normal
Hora normal
Mas o que há bino?
Nada ,exatamente nada
É tá tudo bem- diziam os assassinos de preto
Tudo vai ficar bem- diziam os loucos com faixas brilhantes
Saí da frente mané- diziam os que estão atrás de mim
Talvez não esteja, a cidade parou
E agora bino?
Perdi o momento da noiva levantar o véu
Perdemos o massacre na tv
Houve o momento de reflexão, mas só um momento
E lá ficamos, todos nós, parados,brincando de estátua
E a cidade parou, os becos lotados
As vielas superlotadas
As avenidas entupidas
Vamos visitar o passado
Mundo distante, passado muito além
Onde a pessoa não valia pelo que ela é
Só valia por aquilo que ela tem
Vamos assistir ao naufrágio
De um Titanic pesado e frágil
Que foi à pique sem dó nem piedade
Pela febre da ganância, pela falta de humildade
Vamos perdoar aquela gente
Que não soube enxergar um pouquinho na frente
E secou tudo até a última fonte
Queimou a floresta, matou a semente
E lá ficou
Com a Av.Paulista e a Consolação
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Marcado para postagem!
Ao pudor incontrolável
Viva-se
Levante a taça e esqueça do passado
Pois eu ja não sei qual o caminho a seguir
O que me pedem eu já não posso fazer
O rumo que tinha, perdi
Em algum lugar, em qualquer mar
Talvez estou ali ou a cá
Perdido, apenas perdido
Mas, tu num vai acreditá
Ainda estou pensando em mandar tudo pro espaço
E eu me sinto só
A pensar,sempre a pensar
Onde estou e o que faço aqui parado
Levantar?
Correrar atrás?
Não, este não é o meu jogo
Mas sente aqui, que hoje quero lhe falar
Já me cansei de ser o último
Se todo mundo sabe quem te faz
Largo a mão do que já tenho
Passo em tão apreciar
Tudo aquilo que não ganhei
Ao menos faça um favor
E me diga.
Somos ou não somos um par?
Viva-se
Levante a taça e esqueça do passado
Pois eu ja não sei qual o caminho a seguir
O que me pedem eu já não posso fazer
O rumo que tinha, perdi
Em algum lugar, em qualquer mar
Talvez estou ali ou a cá
Perdido, apenas perdido
Mas, tu num vai acreditá
Ainda estou pensando em mandar tudo pro espaço
E eu me sinto só
A pensar,sempre a pensar
Onde estou e o que faço aqui parado
Levantar?
Correrar atrás?
Não, este não é o meu jogo
Mas sente aqui, que hoje quero lhe falar
Já me cansei de ser o último
Se todo mundo sabe quem te faz
Largo a mão do que já tenho
Passo em tão apreciar
Tudo aquilo que não ganhei
Ao menos faça um favor
E me diga.
Somos ou não somos um par?
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Este é o fim ou apenas o começo?
Comemoramos o fim do ano como se fosse o fim dos tempos
Porém é apenas o começo
O começo do novo, com cheiro de novo
Entre gritos e gemidos
Entre um copo e outro da mesma bebida
O invisível nos salta os olhos
E há um muro de berlim
Bem ali
Ali na nossa frente
E...
E...
As mesmas músicas,os mesmos gestos
O fim que é o começo
O começo que é o fim
Uma volta completa em volta do sol
O pular das ondas
O beijo, o abraço
E no fim
Apenas mais um dia como outro qualquer
De Luz e escuridão
De fome e de sono
F.A.N
Porém é apenas o começo
O começo do novo, com cheiro de novo
Entre gritos e gemidos
Entre um copo e outro da mesma bebida
O invisível nos salta os olhos
E há um muro de berlim
Bem ali
Ali na nossa frente
E...
E...
As mesmas músicas,os mesmos gestos
O fim que é o começo
O começo que é o fim
Uma volta completa em volta do sol
O pular das ondas
O beijo, o abraço
E no fim
Apenas mais um dia como outro qualquer
De Luz e escuridão
De fome e de sono
F.A.N
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